Papelão Ondulado > Informações Técnicas

 

O PAPELÃO ONDULADO

O papelão ondulado existe no Brasil, há mais de 100 anos.
É feito com matéria prima que pode ser reposta, e que causa baixo impacto ambiental em todos os estágios de seu ciclo de vida.

No Brasil atingiu elevados índices de reciclagem (77 %).

O papelão ondulado é feito de várias combinações de papéis, que compõem a capa e o miolo (papel-capa e papel-miolo).
As fibras de melhor qualidade, são usadas para o papel-capa, e as inferiores, para o papel miolo.
Quanto a qualidade das capas internas e externas, o papelão ondulado pode ter sua composição efetuada em papel kraft , branco, ou reciclado.
Os três tipos são produzidos com gramaturas (gramas por metro quadrado) variadas.

A composição da placa de papelão ondulado, com papel de alta ou baixa gramatura, aliada a qualidade desse papel, bem como a composição em uma ou mais paredes, é que vão determinar o desempenho da embalagem no que diz respeito ao empilhamento, ao rasgo (estouro), e à deformação.
 

O papelão ondulado, recebe nomenclatura internacional, quanto ao perfil de onda, através de uma letra maiúscula, sendo que a cada perfil, correspondem determinadas especificações, principalmente, a altura dessa onda (espessura do papelão).

As ondas mais utilizadas no Brasil são as chamadas onda B, a onda C, e a composição das duas em parede dupla, onda BC, sendo que, as três juntas, representam mais de 98% da utilização de papelão ondulado nos últimos anos.

A onda B, tem altura variando de 2,30 mm a 2,65 mm.
A onda C, de 3,50 mm a 3,90 mm.
Esses perfis de onda, são também conhecidos genericamente por papelão duplex.

A onda BC, tem a altura média de 7 mm, tendo ainda a designação genérica de papelão triplex.

Encontramos ainda outras ondas pouco usadas e difundidas no Brasil.

Na categoria de superondas, a onda A, com altura variando de 4,10 a 4,70 mms.
As recém lançadas ondas K com 5,95 mm, e a onda D, com 7,35 mm, que utilizadas em composição de paredes duplas e triplas resultam em embalagens supergrandes, verdadeiros conteiners.
No lado oposto, na categoria de microondas, temos a onda E, que tem altura variando de 1,15 mm. a 1,40 mm, que, dentre as menos usadas vem tendo maior crescimento.

Para atender mais especificamente o mercado de embalagens primárias, ou seja, aquela que está diante do consumidor, oferecendo-se à compra, surgiram ultimamente novos perfis para as microondas, com a inclusão das ondas F, G e N, com alturas de 0,75 mm, 0,50 mm e 0,45 mm, respectivamente. A última novidade é o desenvolvimento da onda O, com 0,30 mm de altura .
Para esses perfis, se consegue hoje qualidade sofisticadíssima de impressão flexográfica, e que são aplicados principalmente no mercado de perfumaria e cosméticos, produtos farmacêuticos, eletroeletrônicos, brinquedos, e outros.

Essas especificações, são trabalhadas preponderantemente por gráficas e litografias.

A CAIXA DE PAPELÃO ONDULADO

A Associação Brasileira de Normas Técnicas, divulgou recentemente a revisão da NBR 5980, que estabelece a classificação dos diferentes estilos de caixas de papelão ondulado e acessórios, que se aplica a todas as indústrias que produzem, bem como a todos os usuários de caixa de papelão ondulado.

Seus atributos de proteção (resistência a choques - variação de temperatura - compressão), bem como, por se tratar de um material versátil, resistente, de fácil estocagem, biodegradável, e com a possibilidade de sua utilização no marketing visual, tudo isso, aliado ao seu custo competitivo, torna-o a embalagem de transporte por excelência.

Um dos parâmetros mais importantes da caixa de papelão ondulado, está na resistência da coluna, que possibilita maior ou menor resistência ao empilhamento.
Já, a resistência ao arrebentamento está mais ligada a fatores de desempenho, relativos ao manuseio rude, choque, ou quedas.

Pode-se dizer que uma caixa pode ter alta resistência ao arrebentamento e, no entanto, não suportar o peso sobreposto a ela no empilhamento.
A resistência ao arrebentamento é, basicamente, a soma da resistência ao arrebentamento das capas do papelão ondulado.

Daí se dizer, que a resistência de coluna é o melhor parâmetro para qualificar a caixa de papelão ondulado.
Para ambientes úmidos e frigorificados, o tratamento de impermeabilização dado ao papelão ondulado, garante maior integridade dos produtos transportados, como as embalagens de papelão ondulado das frutas exportadas pelo Brasil, que seguem as normas exigentes do mercado externo.

A qualidade da impressão flexográfica, cada vez mais sofisticada, abre espaço para a utilização do papelão ondulado como embalagem primária, ou seja, aquela que está diante do consumidor, oferecendo-se à compra.
A impressão de caixas de papelão ondulado, utiliza a flexografia, principalmente.
De uma forma extremamente simplista, já se disse que o flexografia evoluiu, de sinônimo de carimbo para um dos métodos de impressão de embalagens que mais evoluíram nos últimos anos.

Para leigos, no entanto, fica mais claro que sua definição técnica:
“É um sistema de impressão rotativo, que usa clichês flexíveis com gráficos (caracteres) em alto relevo, ajustáveis sobre porta clichês com longitude de repetição variável, entintados por um cilindro que transportatintas líquidas ou pastosas, sobre qualquer substrato."


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